sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Um dia, dia não noite na verdade, eu estava dormindo, mas estava ciente de tudo que acontecia em meus sonhos, deixe-me explicar:

Um mundo parecido com o qual eu vivia na vida real, era o interior da minha mente. Andava por vários lugares e ruas, reconhecendo cada uma delas, lugares em que passava, quase diariamente. Ate que passei por uma rua a uma esquina de distancia da minha casa vi uma coisa, não sei se era um tipo de criatura, ou que ela acabara de engolir, digerir e regurgitar. Resumindo era uma pasta de carne, aparentemente, humana, jogada sobre um poste de luz bem pequeno. Alguém estava na minha mente, eu cometi o erro de querer derrotá-lo. Procurei uma falha na sua armadura, ou algum modo de entrar. Encontrei um olho, um único, castanhos, sem pálpebras, lacrimejando. Procurei um ser, e encontrei medo, pânico, um sentimento devastador que me penetrou, invadindo do peito até a nuca, fazendo um pânico puro fluir em mim, enrijecendo todo meu corpo, e me arranco para fora da minha própria mente. Acordei, ainda estava na minha cama, mas agora tinha certeza de que nunca tive tanto medo em toda minha vida.

Quem sou eu

Minha foto
Um viajante do passado, desembarcando num tempo infame; um forasteiro sofrendo com um mundo supostamente inoscente; um demonio correndo atrás, sem sucesso, dos prazeres humanos.